
por Felipe Carrilho
A vida, às vezes, é capaz de apresentar coincidências históricas incríveis, que podem até fazer duvidar de sua total casualidade e despropósito. De certo, não existe racionalidade na história, estando tal atributo localizado no discurso histórico, na maneira como os homens apreendem o passar do tempo. São os homens, portanto, que conferem sentido aos séculos, "enxergando" as coincidências históricas.
Walter Casagrande Júnior, o nosso Casão, captou, no ar, a beleza do momento pelo qual passamos, os corintianos:
"Minha história e a do Corinthians tem uma ligação forte. E coincidiu de o Corinthians cair para Série B e eu ter problemas, com os dois se recuperando quase ao mesmo tempo. É lógico que não dá pra comparar uma coisa com a outra, mas são situações que se cruzam".
E Casão foi além, ao comentar a vinda ao clube daquele que, hoje, enverga a camisa 9 do Timão, que outrora fora sua, Ronaldo:
"Tanto o Corinthians merece ter um jogador como o Ronaldo, quanto o Ronaldo merece jogar no Corinthians. O Corinthians tem uma coisa especial e o Ronaldo também é um jogador especial. Ele teve problemas, ficou desacreditado. Então, não tem lugar melhor para ele se recuperar do que um clube como Corinthians".
Os percursos de Casão, Ronaldo e do Corinthians se conjugam atualmente numa poesia histórica (para quem quer enxergar). E Casão, assim, como Ronaldo, e o próprio Corinthinas se levantam novamente:
"A recuperação do Corinthians está igual a minha: aos poucos vai voltando ao lugar que merece. Mesmo caindo para série B, o Corinthians é o Corinthians. As pessoas olham para o clube e respeitam. Meu caso é mesma coisa: o que eu fiz, o que eu fui e sou, não tem como apagar. O que aconteceu comigo foi um retrocesso, uma queda para a segunda divisão da vida. Mas eu voltei. Ou melhor, estou voltando aos poucos, adquirindo respeito novamente".
Volta, Casão, você está na história do Timão!