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segunda-feira, 16 de março de 2009

Nem São Paulo, nem Palmeiras: Santos!

por Felipe Carrilho

Em meio à polêmica lançada neste blog, no texto abaixo, sobre se São Paulo ou Palmeiras deveriam dividir com o Corinthians o maior clássico do estado, o jornalista Celso Unzelte publicou na edição desta segunda-feira (16/03), do Jornal Diário do Comércio, uma matéria que diz muito a respeito.

O texto trata, em linhas gerais, da história do confronto entre o Corinthians e o Santos, apontando, claro, Pelé como o grande protagonista do clássico. Apesar da superioridade corintiana no panorama geral do embate, a matéria ressalta os impressionantes números do camisa 10 santista:

"Pelé enfrentou o Corinthians vestindo a camisa do Santos 50 vezes e marcou 50 gols. Exatamente um gol, em média, por partida. Com ele em campo, o Santos ganhou 24 clássicos (48%), empatou 17 (34%) e o Corinthians ganhou nove (18%)".

Mas, o que interessa aqui para a atual polêmica do blog é a seguinte declaração dada por Pelé, no ano passado, e relembrada na matéria por Celso Unzelte:

"Corinthians e Santos fazem o maior clássico do mundo."
Salve, Rei!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Agora sim: é dia 8!

por Renato Godoy


O “dia 8”, exaltado há cerca de um mês pela torcida rival nos estádios, chegou. Dado o importante passo para a próxima fase da Copa do Brasil, todo o corinthiano que se preze não para de pensar, sonhar e divagar sobre o clássico na cidade do Prudentão, do Pop’s Drinks e do, felizmente, ex-diretor do Corinthians, Antônio Carlos.

Tenho família em Prudente, morei lá por um tempo, e posso afirmar categoricamente: o calor de lá é insuportável. Itumbiara ou o CT de Itaquera ficam no chinelo quando o assunto é temperatura. Os relatos que vêm do Oeste Paulista asseguram: no domingo a temperatura deve circundar os 35 graus. Se os torcedores que irão ao Prudentão, que leva o odioso nome de José Eduardo Farah, sofrerão com a temperatura, certamente os jogadores a sentirão ainda mais. Nada positivo para quem espera ver um Ronaldo voando em campo.

Sob essas condições, aproveitando a sessão de “pitacos” inaugurada pelo Felipe, arrisco minhas sugestões para o clássico.

Palpitando

Primeiro, Ronaldo só no segundo tempo. Sei que a ansiedade para ver o atacante em um jogo importante é imensa. No entanto, pelo que foi mostrado em Itumbiara, ele não está pronto para atuar nos primeiros 45 minutos. Não que eu esteja descontente com a primeira atuação dele. Como disse o Felipe, jogou mais que os nossos dois titulares da frente. Sem dúvida, em dois lances ele demonstrou o potencial do antigo Ronaldo, mas numa versão mais idosa e obesa. Porém, acredito que a entrada dele nos primeiros minutos do segundo tempo seria mais vantajosa. Já que ele enfrentaria um adversário já desgastado e, às 17 horas, o calor tende a amenizar, um pouco.

No ataque, o time deveria começar com Dentinho e Otacílio, que corre mais que o nosso 9 na fase Fenômeno, com exagero e tudo. Sobre o time sugerido pelo companheiro Carrilho, Boquita de semi-volante, como no último jogo, não dá. Há grandes chances de o garoto, que demonstra talento, ser fritado se continuar fazendo essa função. Se bem que Túlio também não é uma grande opção para a posição. Aliás, Túlio dá vontade de chorar, como ele gosta. Já mostrou-se despreparado para clássicos e momentos decisivos.

Então, a minha escalação ideal seria: Felipe; Fabinho, Chicão, William e André Santos; Christian, Elias, Boquita e Douglas; Dentinho e Otacílo Neto.

Chegou a hora, Mano!

Sobre o nosso treinador, afirmo que desde 2005 não tínhamos um time, com padrão tático. Desde o ano passado, temos uma equipe sólida, com a escalação que a maioria dos corinthianos conhece de cor, do goleiro ao "ponta-esquerda". Sem dúvida esse mérito deve ser creditado ao Mano.

A questão levantada aqui neste blog é pertinente. Infelizmente o comandante alvi-negro tende a adotar uma estratégia mais defensiva e até covarde em alguns momentos decisivos, como na tragédia da Ilha do Retiro.

Vale lembrar que não ganhamos clássicos sob o comando de Mano Menezes. Aliás, a principal vitória dele foi contra o Botafogo, na semi-final da Copa do Brasil de 2008. Esperamos muito mais dele. Não restam dúvidas que, para crescer sua identificação com o Corinthians, ele deve ser mais agressivo nos momentos cruciais. Que assim seja no domingo.