quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Acorda, Corinthians!
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Futebol musical

Depois de assistir à vitória do Corinthians sobre o Fluminense, na última quarta-feira (8/7), lembrei-me de um artigo que li, há alguns anos, na saudosa revista Jazz+. O autor (cujo nome a minha memória etilicamente prejudicada não me permite lembrar) buscava defender o estilo bebop das acusações que, na época de seu aparecimento, o rotulavam de "música individualista" e "anárquica", no pior sentido do termo.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Incontestável
A vitória de ontem foi a cristalização de um processo que começou na Série B, quando o Corinthians começou a traçar um planejamento de fôlego. E não há dúvida de que Mano Menezes é o grande responsável por isso, sempre equilibrado e mantendo uma liderança carismática.
Sob a batuta do treinador, vencemos de maneira incontestável o time que era considerado "o melhor do Brasil" pela grande maioria da imprensa esportiva. E mesmo sofrendo contestações inadequadas ou falaciosas (como a de que o Inter teria perdido o primeiro jogo devido aos desfalques que sofreu) e tentativas de vencer a competição nos bastidores (com o lançamento, por parte de um dirigente-piadista do Internacional, do infame DVD), passamos pelo time completo deles, fora de casa. O placar poderia ter sido o de uma vitória de muitos gols de diferença se o Corinthians não tivesse liquidado completamente a partida nos primeiros 45 minutos.
No ano do centenário, vamos tentar conquistar a Libertadores e estamos no caminho certo. Sem qualquer tipo de propaganda, vale a reprodução da imagem abaixo.

quarta-feira, 17 de junho de 2009
O lado esquerdo
Como já é sabido por todos, o Corinthians terá o desfalque de André Santos para o jogo desta noite contra o Internacional.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Um empate
Não se pode dizer que o empate de 1 x 1 entre o Corinthians e o Vasco tenha sido um mal resultado para o Timão. Se considerarmos ainda a história do gol fora de casa - aliás, um item esdrúxulo do regulamento que rege a Copa do Brasil - poderemos dizer que o Corinthians construiu ontem uma grande vantagem no Maracanã.
Entretanto, devido às circunstâncias do jogo, o empate representou mais um alívio para os vascaínos do que motivo de satisfação para a Fiel. O time carioca se mostrou tão frágil durante o primeiro tempo que um placar mais elástico parecia inevitável. Mas no segundo tempo, a equipe relaxou demais e permitiu a reação do Vasco.
Mano Menezes, demonstrando a clareza de sempre na leitura do jogo, resumiu bem a questão:
O empate na casa do adversário é bom, mas acho que nós tivemos nosso momento de superioridade no jogo, principalmente no primeiro tempo, e essa superioridade foi tão alta que poderíamos ter feito uma maior quantidade de gols.
A incapacidade demonstrada pelo Corinthians de converter em gols a superioridade apresentada em termos de volume de jogo e oportunidades criadas em campo - verificada também, em alguns momentos, nas partidas contra o Fluminense - parece estar relacionada a certa tranquilidade e confiança excessiva por parte do time de modo geral. O treinador, porém, há tempos demonstra ter percebido esta tendência no conjunto e, em especial, em alguns jogadores. As cobranças públicas sobre André Santos, em partidas passadas, por exemplo, mostraram isso. E, na entrevista após o jogo, Mano não deixou de abordar o problema:
Temos que aprender a aproveitar o nosso momento. Precisamos aprender a ser mais incisivos na hora da superioridade e transformar isso em vitórias, pois futebol é feito de vitórias. (...) Segurar a bola é uma situação do jogo, mas temos feito um pouquinho de confusão com isso.
Mano detectou o ponto fraco, mas o time precisará absorver a crítica e mudar de postura para sermos campeões.
As flores
Souza fez ontem a sua melhor partida com a camisa do Corinthians. Mesmo não marcando gols, movimentou-se bastante e articulou jogadas ofensivas, dando bons passes.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Balanço final do Paulistão corintiano
por Felipe CarrilhoDepois de enfrentar um árduo Campeonato Paulista, o Corinthians se sagrou campeão pela 26ª vez e, de maneira invicta, pela 5ª vez em sua história: 1914, 1916, 1929, 1938 e 2009.
Foi uma competição emocionante para nós, corintianos. Após fazer uma grande campanha na série B, o Corinthians iniciou o campeonato estadual inseguro e instável. A maneira tímida como Mano Menezes escalava o time nos primeiros clássicos ilustra bem isso. Havia uma nítida preocupação em se autoconvencer primeiro de que era possível vencer os grandes rivais. Talvez Mano tenha demorado a perceber o real valor de seu time, mas o fez a tempo, surpreendendo a todos com o esquema tático ofensivo que montou para as semifinais e finais do campeonato.
Outro ponto a salientar foi a maneira como eliminamos o São Paulo. Atual campeão brasileiro, o time mais pretensioso do Brasil caiu ante um Corinthians claramente melhor nos dois jogos das semifinais. Ronaldo, como havia sido contra o Palmeiras e seria frente ao Santos, foi decisivo e mágico na ocasião.
Mano e Ronaldo
Outro ponto positivo foi o modo como Mano Menezes conduziu a adaptação de Ronaldo ao Corinthians. Muito sereno e profissional, o técnico soube escalar o craque nas horas apropriadas, não cedendo a pressões de patrocinadores, mídia etc. Boa parte de seu grande rendimento, Ronaldo deve à sabedoria de Mano Menezes.

O craque do time
Nem Ronaldo, nem Elias, ou Felipe. O jogador mais importante do Corinthians foi Cristian. Volante discreto, foi um leão no meio campo corintiano. Sua capacidade de marcação e senso de posicionamento foram fundamentais para que Mano Menezes se sentisse seguro para abandonar de vez o esquema com três zagueiros. Ainda que isso não bastasse, Cristian fez também os seus gols, como o inesquecível que marcou contra o São Paulo, no primeiro jogo da semifinal, encarnando a alma corintiana.
Porém...
A lamentar, apenas algumas questões: O modo como o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, tentou chamar mais a atenção do que os jogadores, erguendo a taça antes do capitão Willian! Do mesmo modo, o intruso bando de políticos presentes na premiação.
Além disso, como lucidamente salientou Ronaldo, a desorganização da festa - que colocou o nosso capitão em perigo, ao se ver envolvido pelo pequeno incêndio causado pelos fogos de artifício - e finalmente, o assédio exagerado dos jornalistas sobre o fenomenal centroavante.
Apesar dos pesares, aqui é Corinthians!
terça-feira, 21 de abril de 2009
Algumas observações sobre a vitória épica
2) Ronaldo fez a diferença mais uma vez, não só pelo pique fenomenal (com trocadilho) no lance do segundo gol, mas também pela visão de jogo que demonstrou ao dar o passe para Jorge Henrique, na jogada que resultou no primeiro gol. Como disse Tostão, ele ainda pensa e age mais rapidamente do que os outros jogadores.
3) Curioso o jornal "O Estado de S. Paulo" colocar ontem, como uma das razões para o resultado do jogo, que o São Paulo "cansou de perder gols" no primeiro tempo... Com muita boa vontade, lembro de duas chances de gol do time no primeiro tempo, um chute de Jorge Wagner e uma jogada de Washington (que, para variar, estava impedido e tinha feito falta não marcada...). Nada que demonstre uma pressão terrível ou uma sucessão de chances desperdiçadas. Será que ainda é uma tentativa de aliviar o vexame do São Paulo, na linha do "resultado injusto"?
4) O time do São Paulo morreu totalmente depois do segundo gol, não conseguia criar mais nada e parecia sem ânimo até para marcar... O resultado só não foi maior porque o Corinthians também diminuiu o ritmo, e não parecia acreditar no que aconteceu. Para um time tão bem preparado fisicamente, tão superior técnica e taticamente, com uma torcida tão maravilhosa, e tantas qualidades únicas (sempre de acordo com a própria visão que os são-paulinos demonstram do time, é claro), não seria um vexame? 2 a 0, faltando mais de 30 minutos, é um resultado bem possível de tentar ser revertido, para qualquer time que tivesse mais garra e dedicação. A não ser que a arrogância e a confiança na vitória fossem tão grandes que o time tenha sido enormemente surpreendido, o que seria um fato bastante revelador do espírito costumeiro do São Paulo.
5) Para encerrar, uma ótima piada, copiada do blog do Juca Kfouri: "Como o São Paulo podia pensar em ganhar o jogo, se entrou em campo com 11 goleiros"? :)
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Vitória na moral e na bola
por Renato GodoyNo entanto, os mais otimistas não poderiam imaginar que a recompensa viria de forma tão generosa e repleta de simbolismos. Além de vencer os dois jogos, o Corinthians obrigou o São Paulo a contradizer-se vergonhosamente. Entre as duas vitórias do Timão, optaram por um time reserva para poupar os titulares para o jogo mais importante. Ou seja, priorizaram o “paulistinha”, organizado por seus “inimigos” da Federação Paulista, em detrimento da Libertadores. Normal? Sim, mas não para o São Paulo e seu cosmopolitismo autodeclarado.
Para o corinthiano, que passou as maiores vergonhas de sua vida nos últimos anos, não bastavam as vitórias contra o rival. Era preciso algo mais. A empáfia e arrogância dos dirigentes do clube do Morumbi tinham de ser respondidas, à maneira do Corinthians. E assim Ronaldo e Mano Menezes fizeram. O primeiro chamou o vice-presidente são-paulino, que o zombara, de “
Quase impecável
Vale ressaltar o retorno de Douglas, que teve uma apresentação exuberante, lembrando suas partidas do ano passado.
O setor defensivo mostrou-se impecável. As únicas complicações no jogo decisivo partiram de falhas individuais, de Ronaldo e Alessandro. Este último, aliás, fez excelente partida, aparecendo em todos os lados do campo e lutando muito pelas bolas, além da eficiência demonstrada nos passes.
O camisa 9 corinthiano errou muitos passes no início do jogo e apresentou um problema recorrente: dificuldade para dominar bolas. Mas, o camisa 9 chama-se Ronaldo. Em dois lances decidiu a partida. No primeiro, uma virada de bola extraordinária para Jorge Henrique. Dois minutos depois, após uma bola perfeita de Cristian, deixou o zagueiro Rodrigo comendo poeira e finalizou com a precisão daquele Ronaldo. O Corinthians somou 4 x 1 no placar agregado. E poderia ter sido mais.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Semifinal: Corinthians x São Paulo
por Felipe CarrilhoEm meio a boatos de que o Corinthians entraria em campo com três zagueiros - com Fabinho improvisado na defesa pelo lado direito, num papel similar ao que fazia Escudero pela esquerda -, o treinador corintiano surpreendeu a todos, escalando um time bastante ofensivo com três atacantes:
_________________Felipe_______________
___________Chicão______Willian_________
Alessandro__________________André Santos
________________Cristian_____________
____________Elias______________________
____________________Douglas___________
Jorge Henrique__________________Dentinho
_______________Ronaldo________________
O resultado da ousadia foi o melhor desempenho do Corinthians em clássicos sob o comando de Mano Menezes.
A equipe do Morumbi abdicou de jogar o tempo inteiro, postando-se na defesa. Em má fase, Rogério Ceni procurou retardar a reposição de bolas desde a sua primeira participação no jogo. Os números da partida ilustram bem a proposta são-paulina. Enquanto o Corinthians trocou 397 passes, o São Paulo passou a bola apenas 159 vezes. Além disso, o Timão finalizou 19 vezes, o São Paulo apenas 9.
Os melhores jogadores corintianos da partida foram os autores dos gols: Elias e Cristian. Ambos representam o diferencial do meio-campo corintiano, pois combinam forte marcação e boa tecnica. Cristian, por exemplo, não errou nenhum passe durante a partida.
Apesar de reverter a vantagem (o Corinthians joga pelo empate no próximo domingo no Morumbi), o resultado do jogo foi bastante magro, dadas a superioridade do volume de jogo corintiano e as claras chances de gol criadas. Um placar 3x1 representaria melhor o que foi o jogo. Sem falar que, a despeito de todas as reclamações são-paulinas relativas à arbitragem, no gol de Miranda houve duas irregularidades: um empurrão que tirou o zagueiro Chicão da jogada, além da posição de impedimento em que estava o são-paulino no momento em que a bola foi lançada.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
45 minutos para garantir a vaga
Por Renato GodoyMano Menezes desta vez não decepcionou. Ousou na escalação do Corinthians relacionando apenas um “volante-volante” (Christian) e três atacantes. Coincidência ou não, os 45 minutos iniciais, em que o time definiu o placar de 3 x 0, tiveram grande atuação de Elias, que foi sacado no intervalo para dar lugar a Túlio.
Com a saída do camisa 7, o Corinthians ficou menos insinuante, sem saber ao certo o que fazer com a bola, apesar de tê-la em seus pés na maior parte do tempo. Tal indecisão do time gerou até vaias dos setores mais abastados do estádio. Isto quando o time já vencia por 3x0!Pela terceira vez seguida, Ronaldo atuou durante todo o jogo. A cada atuação do centroavante ficam provadas duas coisas: ele é realmente um Fenômeno e está longe de estar em forma.
O camisa 9 errou passes, perdeu bolas por falta de agilidade e finalizou com a precisão de sempre. Aliás, fez dois gols legítimos. O mais bonito, no segundo tempo, foi erroneamente anulado. Sofreu falta que deu origem ao terceiro gol e participou até de jogada bem ensaiada, colocando André Santos na linha de fundo, mas faltou a conclusão de um cabeceador. Já no fim do jogo, sem ter opções, encarou dois zagueiros, colocou a bola atrás deles e arrancou para alcançá-la novamente. Não obteve êxito, mas lembrou os velhos tempos. Com toda a falta de forma, soma 5 gols em 7 jogos. Fenômeno.
Outro “destaque” da partida foi a ausência de Douglas. Apesar de eu ser um defensor do meia corinthiano, foi visível a maior mobilidade e eficiência no meio de campo. Sem brilho ou passes geniais – como o Douglas do ano passado -, Wellington Saci deu conta da armação.
Com a classificação para a segunda fase garantida, especula-se que Mano possa escalar um time misto diante do Mirassol, no domingo. No entanto, o jogo contra o time do interior não deve ser encarado como cumprimento de tabela. Se o São Paulo vencer quinta-feira ou no domingo, o Corinthians sofre o risco de perder novamente a segunda posição. A vantagem de dois empates num eventual confronto contra o SPFC nas semifinais não pode ser desprezada.
Contrassenso
Um destaque positivo foi a presença de 21 mil torcedores no Pacaembu, mesmo no horário ridículo das 21h50. Este horário antitorcedor foi criado para adequar os interesses da emissora das novelas, no entanto, a partida desta terça não foi televisionada. Aliás, agora o canal de TV faz campanha, aos moldes do jornalismo cidadão, para que a prefeitura e o governo do Estado disponibilizem linhas para o retorno dos torcedores. Como se estivesse isenta de culpa nesse tratamento dispensado aos freqüentadores de estádios.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Ponderações corintianas sobre o clássico contra o Santos
por Felipe CarrilhoO técnico venceu finalmente o seu primeiro clássico, após quase um ano e meio à frente do clube do Parque São Jorge. O êxito se deveu não apenas à fragilidade do time do Santos frente aos outros grandes paulistas, mas também à coragem demonstrada pelo treinador corintiano na montagem ofensiva do esquema tático, escalando também jogadores mais leves e habilidosos.
Perspectivas corintianas
Hoje, o torcedor do Corinthians já pode sonhar com o título paulista. Com uma base sólida, de jogadores do ano passado, que permaneceu no clube e um esquema tático amadurecido, o Timão segue como forte candidato. Mas, o que parece confirmar este palpite, é a possibilidade de que, no quadrangular final, Douglas, Morais, Dentinho e, claro, Ronaldo estejam finalmente em boa forma física. Este quarteto ofensivo corintiano não deverá nada a ninguém.
Dentinho
O camisa 31 do Corinthians, muito melhor do que o seu concorrente de posição, Jorge Henrique, foi o grande destaque do clássico e deve permanecer como titular.
quinta-feira, 19 de março de 2009
De novo, a hora de Mano
Mais uma vez Mano Menezes chega a um clássico com a obrigação de vencer. Nos maiores confrontos do ano, repetiu a postura tímida dos clássicos do ano passado. Ao menos conseguiu sair com dois empates – com até certo gosto de vitória.
A verdade é que o comandante corinthiano precisa mostrar uma audácia que o cacife para ser o técnico do centenário do clube de Parque São Jorge. Título este que deve ser almejado pela maioria dos principais treinadores do país.
Tirante os clássicos, Mano tem histórico acima da média no Corinthians. Mas os números podem mentir. Para o corinthiano o assunto ainda dói. Mas, vale lembrar, que no ano de 2008 a maioria dos adversários do Timão eram da série B. A título de ilustração, coloco abaixo os jogos que o treinador corinthiano disputou contra times pertencentes à Série A:
2008
20/05 Botafogo 2 x 1 Corinthians
28/05 Corinthians 2 x 1 Botafogo
2009
Apenas 4 vitórias em 14 jogos. Sendo que todos esses êxitos foram em casa. Neste ano, nenhuma vitória, mas também nenhuma derrota. Nos jogos da Copa do Brasil, todas as vitórias em casa foram “retribuídas” com derrotas nos campos adversários. Uma das 4 vitórias, diga-se, foi contra a Portuguesa, que meses depois voltou à série B.
Por essa ótica, o desempenho de Mano está muito aquém do esperado. Afinal, o campeonato deste ano, felizmente, será o da primeira divisão. Outro fator a perturbar Mano Menezes é o fato de a equipe ter vencido jogos apenas contra aqueles que frequentam as partes menos nobres da tabela do Paulistão. O adversário melhor posicionado que o Corinthians venceu foi o São Caetano, que ocupa a 9ª colocação.
É verdade que o Corinthians é o único time paulista invicto na temporada, mas, convenhamos, está longe de convencer a Fiel.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Agora sim: é dia 8!

O “dia
Tenho família em Prudente, morei lá por um tempo, e posso afirmar categoricamente: o calor de lá é insuportável. Itumbiara ou o CT de Itaquera ficam no chinelo quando o assunto é temperatura. Os relatos que vêm do Oeste Paulista asseguram: no domingo a temperatura deve circundar os 35 graus. Se os torcedores que irão ao Prudentão, que leva o odioso nome de José Eduardo Farah, sofrerão com a temperatura, certamente os jogadores a sentirão ainda mais. Nada positivo para quem espera ver um Ronaldo voando em campo.
Sob essas condições, aproveitando a sessão de “pitacos” inaugurada pelo Felipe, arrisco minhas sugestões para o clássico.
Palpitando
Primeiro, Ronaldo só no segundo tempo. Sei que a ansiedade para ver o atacante em um jogo importante é imensa. No entanto, pelo que foi mostrado em Itumbiara, ele não está pronto para atuar nos primeiros 45 minutos. Não que eu esteja descontente com a primeira atuação dele. Como disse o Felipe, jogou mais que os nossos dois titulares da frente. Sem dúvida, em dois lances ele demonstrou o potencial do antigo Ronaldo, mas numa versão mais idosa e obesa. Porém, acredito que a entrada dele nos primeiros minutos do segundo tempo seria mais vantajosa. Já que ele enfrentaria um adversário já desgastado e, às 17 horas, o calor tende a amenizar, um pouco.
No ataque, o time deveria começar com Dentinho e Otacílio, que corre mais que o nosso 9 na fase Fenômeno, com exagero e tudo. Sobre o time sugerido pelo companheiro Carrilho, Boquita de semi-volante, como no último jogo, não dá. Há grandes chances de o garoto, que demonstra talento, ser fritado se continuar fazendo essa função. Se bem que Túlio também não é uma grande opção para a posição. Aliás, Túlio dá vontade de chorar, como ele gosta. Já mostrou-se despreparado para clássicos e momentos decisivos.
Então, a minha escalação ideal seria: Felipe; Fabinho, Chicão, William e André Santos; Christian, Elias, Boquita e Douglas; Dentinho e Otacílo Neto.
Chegou a hora, Mano!
Sobre o nosso treinador, afirmo que desde 2005 não tínhamos um time, com padrão tático. Desde o ano passado, temos uma equipe sólida, com a escalação que a maioria dos corinthianos conhece de cor, do goleiro ao "ponta-esquerda". Sem dúvida esse mérito deve ser creditado ao Mano.
A questão levantada aqui neste blog é pertinente. Infelizmente o comandante alvi-negro tende a adotar uma estratégia mais defensiva e até covarde em alguns momentos decisivos, como na tragédia da Ilha do Retiro.
Vale lembrar que não ganhamos clássicos sob o comando de Mano Menezes. Aliás, a principal vitória dele foi contra o Botafogo, na semi-final da Copa do Brasil de 2008. Esperamos muito mais dele. Não restam dúvidas que, para crescer sua identificação com o Corinthians, ele deve ser mais agressivo nos momentos cruciais. Que assim seja no domingo.
Pitacos corintianos para o clássico contra o Palmeiras
A dois dias do confronto contra o Palmeiras, já sabemos que o camisa 9 corintiano entrará em campo. O que todos se perguntam é se Mano Menezes optará por escalá-lo como titular, ou se promoverá a sua entrada no decorrer da partida. Apesar de todas as adversidades enumeradas acima, entendo que Ronaldo deveria sair jogando desde o início. Na partida contra o Itumbiara, nos poucos 27 minutos em que esteve em campo, jogou melhor do que Jorge Henrique e Souza juntos. Este último, se não bastasse sua condição técnica limitada, se mostrou muito inseguro contra o time goiano, cometendo diversos erros infantis durante todo o tempo em que atuou.
Mano Menezes precisa rever a sua maneira de atuar nos momentos importantes à frente do Corinthians, como nas decisões e nos clássicos. O treinador dá a impressão de sentir o peso da responsabilidade nessas horas. Foi assim na final da Copa do Brasil, no ano passado, contra o Sport, quando optou por montar, antes do jogo, tal esquema de isolamento para a equipe, que esta teve de chegar disfarçada ao aeroporto e hospedar-se a quilômetros de distância do local da partida. Essa estratégia se revelou desastrada, terminando por apequenar o time do Corinthians. Também no recente clássico contra o São Paulo, o excessivamente cauteloso esquema tático adotado pelo comandante, com três zagueiros, possibilitou ao time reserva do Morumbi o domínio completo da partida.
Sugestão de escalação e esquema tático para o Corinthians contra o Palmeiras no próximo domingo:
______________Felipe________________

